O PRIMEIRO BEIJO
Clarice Lispector
Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.
- Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples:
- Sim, já beijei antes uma mulher.
- Quem era ela? perguntou com dor.
Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.
O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir - era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.
E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca.
E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engulia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo.
A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.
E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, enquanto sua sede era de anos.
Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando.
O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava... o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.
De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos.
Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água.
E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra.
Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador da vida... Olhou a estátua nua.
Ele a havia beijado.
Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.
Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil.
Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele...
Ele se tornara homem.
(In "Felicidade Clandestina" - Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1998)
domingo, 16 de junho de 2013
Situação de aprendizagem
Meu primeiro beijo
Público Alvo: 7 º ano
Duração: 6 aulas
Conteúdo Temático: fruição e ativação das estratégias de leitura,elementos da narrativa.
Objetivos: desenvolver e ampliar a capacidade leitora e reconhecer a tipologia narrativa.
- Levantamento do conhecimento prévio e checagem de hipóteses:
- Antes de iniciar com o texto, mostrar a imagem da escultura de Rodin e começar com roda de conversa:
Do que se trata essa escultura?
Quem já deu o primeiro beijo?
Apresentar o título do texto explorando a palavra beijo
O professor deve listar questionamentos que contemplem os conhecimentos de mundo do aluno, suas expectativas com relação ao texto:
1- Do que se trata esse texto?
2- Em que meios podemos encontrar textos como este?
3- Como o texto se estrutura?
4- Quem o escreveu? Você sabe algo sobre ele?
5-O que você acha que o texto vai nos apresentar?
Após a leitura feita pelo professor,ele fará um levantamento dos elementos da narrativa:
1 - O texto apresentou as informações que você esperava?
2- Que palavras dificultaram o entendimento do texto?
3- Que palavras repetidas no texto resumem a sua ideia principal?
4- Quais são os personagens principais?
5 - Onde a história acontece?
6 - Que expressões indicam tempo na narrativa?
7 - O narrador participa ou não da história?
8 - Que outros textos, músicas e filmes você conhece que fala sobre esse mesmo tema?
Recursos:Música (Já sei namorar - Tribalistas),imagem de escultura de Rodin,dicionário, texto impresso, pesquisa na internet, fichas organizativas.
Avaliação: A participação oral durante a roda de conversa, os relatos vivenciados por eles e produção de um poema com o mesmo título.
| Mário Prata |
Biografia
Mario Alberto Campos de Morais Prata (Uberaba MG 1946). Autor. Com um humor cáustico e vibrante, baseado na observação de comportamentos e atitudes típicas da jovem classe média, Mario Prata realiza textos marcantes e representativos de sua época, como é o caso de Cordão Umbilical, Fábrica de Chocolate e Besame Bucho. Extremamente conectado à contemporaneidade, Prata não se restringe ao teatro, atuando como escritor, teledramaturgista, cronista e articulista de jornais e revistas, e roteirista de cinema.
Economista não diplomado, Mario Prata estréia no teatro com Cordão Umbilical, em 1970, num espetáculo conduzido por José Rubens Siqueira. Identificado com os padrões da chamada "geração de 69", enfoca o difícil enfrentamento do mundo das pessoas ligadas à contracultura. O crítico Jefferson Del Rios dá boas vindas ao novo autor: "Dono de uma linguagem fluente; viva, carregada de uma vibração que se extravasa em contínuos trocadilhos e achados humorísticos, o autor faz um primeiro ato de risadas, mostrando sua gente, cinco criaturas, quatro adultas e um feto que se manifesta apenas no fim, inesperadamente, dando um tranco violento na platéia... O Cordão Umbilical é explosão de vitalidade, esta densa, ainda imperfeita e entusiasmante vitalidade que se derrama sobre o teatro brasileiro. Deve ser visto".1
Em 1971 apresenta E Se a Gente Ganhar a Guerra?, divertida comédia dirigida por Celso Nunes, anunciando seu estilo mais recorrente, a sátira mordaz e cheia de irreverência. Retorna aos palcos apenas em 1979, com uma das marcantes criações do teatro de resistência: Fábrica de Chocolate, abordando o ritual da tortura a operários pelos órgãos da repressão, encenação de Ruy Guerra. Sobre essa montagem, comenta a crítica Mariângela Alves de Lima: "Com atraso, e ainda com muita dificuldade, o teatro começa a recuperar uma função que lhe foi interditada: a de contar para os espectadores os fatos mais urgentes e terríveis da nossa história presente. Nesse sentido a peça de Mario Prata não é a primeira que os espectadores paulistas viram este ano. Mas é, sem dúvida, a mais nítida, a mais profunda e é provavelmente o passo mais largo em direção a um teatro renovado, a um teatro que cumpre até o limite máximo toda a sua potencialidade". 2
Com Dona Beja, em 1980, apresentada por Paulo César Bicalho no Palácio das Artes de Belo Horizonte, volta-se para um tema mineiro. A amizade de dois amigos, da adolescência à idade madura, é o tema de Besame Mucho, seu maior sucesso de público, originalmente encenada em 1982 por Roberto Lage, em São Paulo. O enredo, oscilando do bom humor às observações sensíveis sobre o universo da masculinidade interiorana, aproxima-o do tom confidencial observável nessa década. Por ocasião de uma montagem do texto levada ao Uruguai, observa o crítico Yan Michalski: "Besame Mucho mostrou ao público um outro tipo de reflexão política, não mais aquela que se ocupa explicitamente das instituições, mas a que estuda as repercussões do ambiente repressivo no comportamento cotidiano do homem comum. A peça de Mario Prata fez enorme sucesso, e sua presença revelou-se oportuna, pois o seu humor malicioso e a franqueza com que ela aborda os problemas sexuais da geração nascida nos anos 40 repercutiram como uma sensação muito polêmica no meio dos costumes conservadores e reprimidos da capital uruguaia".3
Salto Alto, centrada sobre a vida de uma vedete dos anos 50, é criada em 1983 por Nitis Jacon e seu grupo Proteu, de Londrina, retomando a comédia. No ano seguinte, traz à cenaPurgatório, Uma Comédia Divina, novamente com Roberto Lage, voltando a explorar a comédia de costumes e as personagens da classe média urbana. Ainda em 1984, em Papai & Mamãe - Conversando sobre Sexo, aproveitamento de cartas de consulentes da sexóloga Marta Suplicy, os resultados não são tão satisfatórios.
Alguns textos seus permanecem inéditos: O Caminho da Roça, escrita em 1990; Pilatos: Vida e Obra, adaptação da obra homônima de Carlos Heitor Cony, de 1991, e Rê Bordosa, Vida e Morte de uma Porraloca, adaptação dos quadrinhos de Angeli, em 1997.
Para a TV, Prata escreve inúmeras novelas, casos especiais e miniséries. Seu maior sucesso pessoal é de 1976, Estúpido Cupido, abordando a vida de adolescentes no interior paulista, apresentada na TV Globo. Entre outros sucessos, destacam-se: Sem Lenço e Sem Documento, de 1978; Dinheiro Vivo, de 1979; Avenida Paulista, de 1983; a minissérieA Máfia no Brasil, de 1984; e Helena, de 1987.
Como contista, articulista e cronista, escreve para os principais periódicos do país, comoÚltima Hora, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, Visão, IstoÉ Senhor, Jornal da Tarde.
Notas
1. RIOS, Jefferson Del. São Paulo, Folha de S.Paulo, 13 de maio de 1970.2. LIMA, Mariangela Alves de. O Teatro Ilumina Os Porões Mais Sórdidos da Violência. São Paulo, O Estado de S. Paulo, 12 de dezembro de 1979.3. MICHALSKI, Yan. Rio de Janeiro, Jornal do Brasil, s/ data.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM: AVESTRUZ
Série: 7ª série /8º ano.
Tempo Previsto: 5 a 6 aulas.
Objetivo: Desenvolver e ampliar a capacidade leitora
dos alunos.
Conteúdos: Leitura de crônicas narrativas; analisar o
sentido de humor da narrativa.
Competências e habilidades: Inferir o efeito de humor
produzido em um texto pelo uso intencional de palavras, expressões.
Estratégias: Leitura compartilhada; análise do texto com intervenção de humor;
intertextualidade com a propaganda (Volkswagen).
Chamar atenção do humor através dos animais utilizados na
propaganda versus texto Avestruz (exagero).
Recursos: textos impressos, vídeo (propaganda
Volkswagen); giz; lousa; caderno do aluno e do professor; dicionário.
Avaliação: Verificação do efeito humor na leitura da
crônica: “A mensagem” de Stanislaw Ponte Preta, com questões que contemplem as
estratégias de leitura, segundo Roxane Rojo.
DESENVOLVIMENTO DA SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM
- Ativação do conhecimento Prévio
- Antecipação
- Checagem de hipóteses
Avestruz
![]() |
O filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus 10 anos, um avestruz. Cismou, fazer o quê? Moram em um apartamento em Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino conheceu os avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo impressionou o garoto.
Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruz. E se entregavam em domicílio.
E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. O avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar o avestruz, Deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa um avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a altura pode chegar a quase 3 metros - 2,70 para ser mais exato.
Mas eu estava falando da sua criação por Deus. Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar que saíssem voando em bandos por aí, assustando as demais aves normais.
Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois dedos em cada pé. Sacanagem, Senhor!
Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. Tanto é que, logo depois, Adão, dando os nomes a tudo o que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha.
Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que os avestruzes vivem até os 70 anos e se reproduzem plenamente até os 40, entrando depois na menopausa. Não têm, portanto, TPM. Uma fêmea de avestruz com TPM é perigosíssima!
Podem gerar de dez a 30 crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento.
Ele insiste, quer que eu leve um avestruz para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer.
Foi quando descobri que eles comem o que encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo. Máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem.
Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu.
Pedi para a minha amiga levar o garoto a um psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.
Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruz. E se entregavam em domicílio.
E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. O avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar o avestruz, Deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa um avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a altura pode chegar a quase 3 metros - 2,70 para ser mais exato.
Mas eu estava falando da sua criação por Deus. Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar que saíssem voando em bandos por aí, assustando as demais aves normais.
Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois dedos em cada pé. Sacanagem, Senhor!
Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. Tanto é que, logo depois, Adão, dando os nomes a tudo o que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha.
Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que os avestruzes vivem até os 70 anos e se reproduzem plenamente até os 40, entrando depois na menopausa. Não têm, portanto, TPM. Uma fêmea de avestruz com TPM é perigosíssima!
Podem gerar de dez a 30 crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento.
Ele insiste, quer que eu leve um avestruz para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer.
Foi quando descobri que eles comem o que encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo. Máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem.
Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu.
Pedi para a minha amiga levar o garoto a um psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.
Autor: Mário Prata
Ilustração: Fido Nesti
Ilustração: Fido Nesti
- Qual o título do texto?
- Você já viu este animal?
- Quem pediu de presente um avestruz?
- O que se entende pela expressão popular: “estômago de avestruz”. Qual a relação com o texto?
- Quem narra a história?
- Você sabe como é o transporte de animais em aviões?
- Você sabe o significado da palavra “gigolô”?
- Capacidades de apreciação e réplica do leitor
- Quem é o autor do texto?
- Qual o nome do ilustrador?
- Em que veículo ela costuma circular?
- Quais são os assuntos geralmente tratados nestes textos?
- Qual o público-alvo?
- Qual a finalidade deste texto?
- Percepção de relações de intertextualidade
- Percepção de relações de interdiscursividade
- Percepção de outras linguagens
- Faça uma síntese da propaganda
- Qual é a intenção da propaganda?
- Há humor? Justifique.
- Qual a relação desta propaganda com o texto Avestruz?
- Há exageros nestes materiais analisados? Justifique.
- Apreciação estéticas e/ou afetivas
- Elaboração de apreciações relativas a valores éticos e/ou políticos
- Qual a relação de valor e perspectiva que o texto traz ao leitor?
- Você acha possível um avestruz viver em um apartamento?
BIBLIOGRAFIA
PRATA, Mário. Avestruz. Disponível em:
http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI45408-9531,00-AVESTRUZ.html.
Acesso em: 14 jun.13
PRETA, Stanislaw Ponte. A mensagem. Disponível em: http://www.releituras.com/spontepreta_mensagem.asp. Acesso em: 14 jun. 13
PROPAGANDA Volkswagen- Saveiro Monstro. Disponível em:
http://www.youtube.com/watch?v=6JgqoDyTSxo. Acesso em: 14 jun. 13
ROJO, R. H. R. (2002) A concepção de leitor e produtor de
textos nos PCNs: “Ler é melhor do que estudar”. In M. T. A. Freitas & S. R.
Costa (orgs) Leitura e Escrita na Formação de Professores, pp. 31-52.
SP: Musa/UFJF/INEP-COMPED.
CRÉDITOS
Ariane de Oliveira
Cristina Maria Darós
Débora Guilarducci Fiusa
Elisabete Di Biazzi
Taís Patrícia Viégas
Vilma Araújo
ANEXO
A mensagem Stanislaw
Ponte Preta
(Sérgio Porto)
Um amigo nosso, comandante da VASP, conta-me a estranha mensagem recebida por um piloto americano durante uma aterrissagem.
O avião da companhia norte-americana sobrevoava a Bahia, a caminho do Rio, quando um defeito no motor obrigou o piloto a providenciar uma aterrissagem no aeroporto mais próximo possível.
Na Bahia, justamente na pequena cidade de Barreiras, existe uma pista de emergência (se é que se pode chamar aquilo de pista) para os aviões das linhas internacionais. Raramente é usada, mas era a mais próxima da rota do avião. Assim, o piloto não teve dúvidas. A situação dele estava muito mais pra urubu do que pra colibri. 0 negócio era mesmo se mandar para Barreiras.
Pediu pouso durante certo tempo, dirigindo-se à Rádio local em inglês. A resposta demorou um pouco, mas acabou vindo. Alguém, com forte sotaque nordestino, falando um inglês arrevesado e misturado com palavras em português, respondia que estava ouvindo e aconselhava o comandante a procurar outro local para aterrissagem.
Há dias estava chovendo em Barreiras e a pista se achava em péssimo estado.
O piloto, sem outra alternativa, insistiu em pousar assim mesmo, e tornou a pedir instruções, ouvindo-se lá a voz a dizer que estava bem, mas que não se responsabilizava pelo que desse e viesse.
Acontece porém que isso foi dito com outras palavras, ainda num misto de português e inglês. Assim:
— Ok. You land. But se der
bode, I'il take my body out.
sábado, 15 de junho de 2013
OSMARY APARECIDA MANCIN
Bom Dia!
Desde criança, lia histórias em quadrinhos e os contos de fadas. Sonhava ser uma princesa a cavalgar com meu príncipe montado em seu cavalo branco.
Cresci e, então, descobri: José de Alencar e li toda sua obra. Ah, agora sonhava com o belo, leal e destemido, Peri.
O tempo passou. Ia todas as semanas à biblioteca do meu bairro, escolhia um livro e, na semana seguinte lá estava eu devolvendo o livro e escolhendo outro.
Realizei meu sonho quando ingressei na Universidade de São Paulo, para cursar Letras Vernáculas e, assim, aprofundar e aprimorar meu conhecimento em Literatura Brasileira e Portuguesa.
A vida prossegue com a paixão pela leitura e a continuação de meus estudos sobre a literatura Universal.
Assim é a literatura, paixão, magia, aventura, suspense, romance, terror, vida !
quinta-feira, 6 de junho de 2013
MARTA REGINA CARLOS (Cursista)
São Bernardo do Campo-SP
Meu nome é Marta e leciono há quase vinte anos.
Adoro viagens, cinema, teatro, música, dança, ler e ficar em casa em dias frios.
OSMARY APARECIDA MANCIN (Cursista)
São Bernardo do Campo-SP
Sou professora na Escola Estadual Vilma Apparecida Anselmo Silveira e leciono nas sextes, sétimas e oitavas séries deste ano. É com muito prazer que me apresento a todos e espero encontrar aqui novos conhecimento através da interação com os colegas cursistas. Um bom curso a todos.
RENATA JOSEANE DANTAS (Cursista)
São Bernardo do Campo-SP
Olá!
Trabalho na rede estadual de ensino a pouco tempo, me formei em 2008. Adoro a minha profissão apesar de ser uma trabalho árduo e desvalorizado pela sociedade. Espero que esse curso possa me ajudar no ambiente escolar.
Sou uma pessoa calma, amigável, gosto de música e de ler.
ROSA DOS SANTOS COUTO (Cursista)
São Bernardo do Campo - SP
Olá colegas cursistas, atuo no Estado como professora efetiva em Língua Portuguesa e em 2012 fiz o curso de formação em Língua Inglesa, entretanto não assumi o cargo. Sou especializada nas obras de Clarice Lispector pela USP e estou terminando o curso de Pedagogia, por achar que esse curso complementa o que precisamos ter como bagagem, enquanto professor. Espero que o curso que ora se inicia venha somar conhecimentos em nossa área. Força e saúde a todos.
ROSANA PAPINI DE LIMA (Cursista)
São Bernardo do Campo-SP
Sou professora da Rede desde 2005 e trabalho em um escola da periferia da cidade de São Bernardo do Campo. Neste ano estou trabalhando com as 5as. séries do Ensino Fundamental. ( 04 salas ). E.E. Dr. "Mathias |Octávio Roxo Nobre" no bairro Batistini.
São Bernardo do Campo-SP
Meu nome é Marta e leciono há quase vinte anos.
Adoro viagens, cinema, teatro, música, dança, ler e ficar em casa em dias frios.
OSMARY APARECIDA MANCIN (Cursista)
São Bernardo do Campo-SP
Sou professora na Escola Estadual Vilma Apparecida Anselmo Silveira e leciono nas sextes, sétimas e oitavas séries deste ano. É com muito prazer que me apresento a todos e espero encontrar aqui novos conhecimento através da interação com os colegas cursistas. Um bom curso a todos.
RENATA JOSEANE DANTAS (Cursista)
São Bernardo do Campo-SP
Olá!
Trabalho na rede estadual de ensino a pouco tempo, me formei em 2008. Adoro a minha profissão apesar de ser uma trabalho árduo e desvalorizado pela sociedade. Espero que esse curso possa me ajudar no ambiente escolar.
Sou uma pessoa calma, amigável, gosto de música e de ler.
ROSA DOS SANTOS COUTO (Cursista)
São Bernardo do Campo - SP
Olá colegas cursistas, atuo no Estado como professora efetiva em Língua Portuguesa e em 2012 fiz o curso de formação em Língua Inglesa, entretanto não assumi o cargo. Sou especializada nas obras de Clarice Lispector pela USP e estou terminando o curso de Pedagogia, por achar que esse curso complementa o que precisamos ter como bagagem, enquanto professor. Espero que o curso que ora se inicia venha somar conhecimentos em nossa área. Força e saúde a todos.
ROSANA PAPINI DE LIMA (Cursista)
São Bernardo do Campo-SP
Sou professora da Rede desde 2005 e trabalho em um escola da periferia da cidade de São Bernardo do Campo. Neste ano estou trabalhando com as 5as. séries do Ensino Fundamental. ( 04 salas ). E.E. Dr. "Mathias |Octávio Roxo Nobre" no bairro Batistini.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Relato das primeiras experiências de leitura e escrita
O gosto pela leitura em minha vida não veio por influência dos meus pais, porque ambos não sabem ler, e o fato deles não saberem ler, acredito que foi o que mais me motivou para ler mais e mais a cada dia.
Alguns dos depoimentos de leitura me fizeram lembrar um dos primeiros livros que li “A Montanha Encantada”, como este livro me fez viajar por outros mundos, encantados e longínquos, gostei tanto que depois li quase todos da série Vagalume, inclusive “Escaravelho do Diabo”.
Lembro-me também de um livro que a professora de Português pediu que lêssemos para trabalho “Memórias de um cabo de vassoura”, esse me marcou demais, porque após a leitura fiquei morrendo de dó dos cabos de vassoura, quando via um, imaginava e visualizava as situações do livro, coisa de criança, mas era muito real.
Em relação à escrita não me lembro de muita coisa, só sei que quem me ajudava e incentivava era meu (saudoso) irmão. Recordo-me que quando fui para a 4ºsérie ganhei um relógio de presente, quando cheguei em casa ele me colocou no colo, pegou o relógio e começou a me ensinar as horas, fiquei muito feliz em ganhá-lo e partir daquele ano eu passei a ganhar sempre alguma coisa, até o dia em que ele começou a namorar e casou.
Marta Regina Carlos
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